FUNDAÇÃO MALCOLM LOWRY

FUNDAÇÃO MALCOLM LOWRY

Este blogue foi criado com o intuito de unir a comunidade lowryana de todo o mundo, a fim de trocar ideias e informação sobre o autor, promover a organização de conferências, colóquios e outras actividades relacionadas com a promoção da sua obra. Este é o primeiro sítio trilingue feito no México sobre o tema. Cuernavaca, México.


Malcolm Lowry Foundation


This blog was created to comunicate all lowry scholars, fans and enthusiastics from around the world in order to promote the interchange of materials and information about the writer as well as organize events such as lectures, colloquiums and other activities related to the work of the author. Cuernavaca, Mexico.


FONDATION MALCOLM LOWRY

Ce blog a été crée dans le but de rapprocher la communauté lowryenne du monde entier afin de pouvoir échanger des idées et des informations sur l'auteur ainsi que promouvoir et organiser des conférences, colloques et autres activités en relation avec son oeuvre. Cuernavaca, Morelos, Mexique.

miércoles, 12 de septiembre de 2012

DEBAIXO DO VULCÃO» - UM LIVRO PARA LEVAR PARA UMA ILHA DESERTA

Se há livro que pode, com propriedade, ser chamado “livro de culto” é Debaixo do Vulcão. Púnhamos a coisa assim: se eu me cruzasse agora com um leitor de Under the Volcano, juro por São Martinho, protector dos alcoólatras, que não descansaria enquanto não chegasse à fala com ele.

Por todas as razões e porque se há título capaz de devolver dignidade a palavras tão contaminadas pela banalidade, como trivializados foram os girassóis “calendarizados” de Van Gogh, é este: descida aos Infernos, “literatura para o estômago” (repescando um título de Julien Gracq), literatura para se comer (parafraseando Natália Correia), “The horror! The Horror!” (citando Joseph Conrad, escritor com quem as afinidades de Lowry não serão poucas), tudo expressões que nada devem aqui a lamechices tricotadas entre suspiros e/ou a jogos inócuos de aparência sórdida, antes a um salto sem rede na “estuporada da vida” – já que a tarefa de definir onde começa a ficção e termina a realidade em Debaixo do Vulcão é certamente boa para diletantes (embora me pareça claro que só um Lowry sóbrio o podia ter escrito).

Veio a público em 1947, quatro versões e uma dúzia de recusas editoriais depois; conta-se que uma das versões perdida num incêndio e outra no meio de uma bebedeira.

Muito mais do que a “autêntica história de um bêbado”, Debaixo do Vulcão, romance que narra o derradeiro dia do ex-cônsul inglês Geoffrey Firmin em Quauhnahuac (e neste mundo), é um texto que abarca tudo: política, cinema, culpa, sexo, erudição.

História de amor, escatologia do desespero, retrato do México – um livro moral, como o são todos os grandes livros: “I sometimes think of myself, as a great explorer who has discovered some extraordinary land from which he can never return to give his knowledge to the world: but the name of this land is hell”.

A sua leitura mostra-se contraindicada a todos o que buscam amenidade, conforto, repouso ou divertissement. O cônsul não se salva, Lowry não se salvou. Levou-o um cocktail de álcool e soporíferos em 1957, 10 anos depois de ter publicado a sua obra-prima. “No se puede vivir sin amor”, ocorreu ao cônsul imediatamente antes de morrer. E depois “somebody threw a dead dog after him down the ravine.”

Ana Cristina Leonardo, jornal «Expresso», 19 de Agosto de 2012.


BAJO EL VOLCAN, UN LIBRO PARA LLEVAR A UNA ISLA DESIERTA

Si hay un libro que puede, con propiedad, ser llamado ‘libro de culto’ es Bajo el volcán. Digámoslo así: si me llego a cruzar con un lector de Bajo el volcán, juro por San Martín, patrono de los teporochos, que no descansaría hasta que pueda hablar con él.

Por estas razones y porque si hay un título capaz de restaurar la dignidad a las palabras tan contaminadas por la vanalidad, como fueron trivializados ‘los girasoles’ de Van Gogh en los calendarios, es este: ‘Descenso a los infiernos’, “literatura para el estomago” (rescatando un título de Julien Gracq), literatura para comerse (parafraseando a Natália Correia), “El horror!, el horror!” (Citando a Joseph Conrad, escritor con quien las afinidades de Lowry no son pocas), expresiones todas que nada deben aqui a ñoñerias tejidas entre suspiros y/o juegos inócuos de apariencia sórdida, antes bien son un salto sin red en la “asombrosa vida”, ya que la tarea de definir donde comienza la ficción y termina la realidad es, ciertamente, buena para diletantes (aunque me parece evidente que Lowry sólo pudo escribir en sobriedad).

Se publicó en 1947 después de cuatro versiones y una docena de rechazos editoriales. Se cuenta que una de las versiones se perdió en un incendio y otra enmedio de una borrachera.

Mas allá de la “auténtica historia de un borracho”, Bajo el volcán es una novela que narra el último dia del ex Cónsul inglés en Quauhnáhuac (y en este mundo) y un texto que abarca todo: la política, el cine, la culpa, el sexo, la erudición.

Historia de amor, escatologia de la desesperación, retrato de México, un libro moral, como son todos los grandes libros: I sometimes think of myself, as a great explorer who has discovered some extraordinary land from which he can never return to give his knowledge to the world: but the name of this land is hell.

Su lectura está contraindicada a todos aquellos que buscan lo ameno, la comodidad o el descanso divertido. El Cónsul no se salva, Lowry no se salva. Se lo llevó una combinación de pastillas para dormir y alcohol en 1957, diez anos despues de haber publicado su obra maestra. “No se puede vivir sin amar”, entendió el Cónsul un poco antes de morir, y despues somebody threw a dead dog after him down the ravine.

Ana Cristina Leonardo, jornal «Expresso», 19 de Agosto de 2012.

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